quinta-feira, 10 de novembro de 2016

"O menino Nito"*


Depois do Outubro Rosa, chegamos ao Novembro Azul, mês de conscientização sobre a importância da prevenção do câncer de próstata. O movimento começou em 2003 na Austrália, devido ao Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, 17 de novembro. O azul é a cor oficial do símbolo de combate a esse câncer.
Dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer Jośe Alencar Gomes da Silva) afirmam que, no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. É uma doença que ocorre principalmente em homens mais velhos, em que três quartos ocorrem com mais de 65 anos, sendo raro antes dos 40 anos. Ter um pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos pode aumentar o risco de ter a doença, então atenção! Se for o caso, o aconselhável é começar a prevenção a partir dos 45 anos, mas se não houver casos na família, o ideal é uma visita ao urologista anualmente, a partir dos 50 anos para exames de rotina.
O exame físico (toque retal) leva apenas 10 segundos e tem o objetivo de analisar a consistência e o tamanho da próstata, verificando se existem lesões palpáveis. Junto a ele, realiza-se o exame de sangue PSA (antígeno prostático específico), que pode identificar o aumento de uma proteína produzida pela próstata – um indício da doença. É importante lembrar que a detecção precoce da doença está atrelada a melhores chances de cura e tratamentos menos invasivos.
Ainda segundo o Inca, já foi comprovado que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, com menos gordura, ajuda a diminuir o risco de câncer. Além disso, também recomenda fazer exercícios físicos, manter o peso ideal, diminuir o consumo de álcool e não fumar, para levar uma vida mais saudável, com menores chances de ter a doença.
No início, o câncer de próstata tem uma evolução silenciosa – sem sintomas ou com sintomas semelhantes ao do crescimento benigno da próstata (dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou a noite). Na fase avançada, pode provocar dor óssea, sintomas urinários, infecção generalizada ou insuficiência renal.

Onde a Biblioterapia se encaixa?
*Nosso título do post de hoje foi “emprestado” de um livro infantil de mesmo nome, da autora Sonia Rosa. 
Você já leu?
O livro pode ser infantil, com linguagem simples e lindas ilustrações de Victor Tavares, mas uma leitura mais atenta nos mostra um probleminha que encontramos muitas vezes em pessoas de diferentes idades – principalmente homens:

“Certo dia o pai o chamou num canto e lhe falou muito sério:
-Nito, meu filho, você está virando um rapazinho... Já está na hora de parar de chorar à toa. E tem mais: homem que é homem não chora! Você é macho! Acabou o chororô de agora em diante, viu?
O menino ouviu tudo calado, assustado, e ficou pensando nas frases: ‘acabou o chororô!’ ‘homem não chora!’ ‘você é macho!’
E agora, Nito?
Que fazer com aquelas lágrimas que havia guardado para ‘aquelas horas’?
É... pois é... Nito só tinha uma única saída: engolir todos os choros que tivesse que chorar. Pronto! Estava resolvido!”
(ROSA, Sonia. O menino Nito: então, homem chora ou não? 4 ed. Rio de Janeiro: Pallas, 2008.)
 
Estava realmente resolvido? Isso resolve alguma coisa? Guardar nossos sentimentos, por preconceito ou medo, nunca dá certo – nem para nós e nem para Nito.
A Biblioterapia busca justamente essa identificação da pessoa com os personagens, para que ela possa dar voz aos seus sentimentos mais ocultos. Nem sempre de forma tão explícita como na história que acabamos de ver. Muitas vezes, essas identificações partem do próprio sujeito, que acaba fazendo associações que ninguém mais faz. Vamos tentar? Que tal descobrirmos juntos o desfecho da história de Nito?
Se interessou? Venha participar do nosso grupo! Informe-se via e-mail: largodabiblioterapia@gmail.com ou por celular/WhatsApp/Telegram: 994382396

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