quinta-feira, 20 de outubro de 2016

"A dama no espelho: reflexo e reflexão"*


O que é o Outubro Rosa?
É uma campanha de conscientização sobre a importância da prevenção e da detecção precoce do câncer de mama. O nome refere-se à cor do laço rosa, mundialmente reconhecido como símbolo da luta contra o câncer de mama.
O movimento começou em 1991, quando a Fundação Susan G. Komen for the Cure (organização norte americana que promove diversas ações locais e internacionais contra o câncer de mama) lançou os laços rosas e os distribuiu para os participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, que desde então ocorre anualmente. Atualmente, a data é celebrada todos os anos, nos mais diversos países.
Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer Jośe Alencar Gomes da Silva (Inca), para o ano de 2016 são esperados 57.960 novos casos da doença, sendo o tipo de câncer mais comum entre as mulheres do Brasil e do mundo, depois do câncer de pele não melanoma. Equivale a 25% de novos casos a cada ano, dados que comprovam a importância da conscientização, não só entre as mulheres, mas também entre os homens. 
 
Ainda de acordo com o Inca, é importante que as mulheres fiquem atentas aos seguintes sinais e sintomas:
  • Caroço (nódulo) fixo, endurecido e, geralmente, indolor;
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
  • Alterações no bico do peito (mamilo);
  • Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço;
  • Saída espontânea de líquido dos mamilos
À observância de qualquer destes, a mulher deve procurar imediatamente serviço para avaliação diagnóstica.
 
Como a Biblioterapia pode ajudar?
O câncer é uma doença estigmatizada, e geralmente o diagnóstico vem imbuído de sentimentos negativos, ansiedades e diversas ideias pré-concebidas acerca do tratamento e do prognóstico. No caso do câncer de mama especificamente, um de seus tratamentos é a mastectomia, ou seja, a remoção total ou parcial da mama, uma alteração marcante no corpo da mulher, que muitas vezes está associada a quadros de depressão e diminuição de autoestima.
Através da Biblioterapia, a participante pode ressignificar seu sofrimento, encontrando nas palavras do autor suas próprias palavras. Seja por uma simples frase, todo um conto, ou pela temática do material lido no grupo, pode ocorrer uma identificação da pessoa com o texto, permitindo que ela escoe seus sentimentos. A presença do grupo permite a troca entre os participantes que, muitas vezes, podem ter passado por situações semelhantes consigo ou com pessoas conhecidas. A ideia central é que o grupo seja aberto e acolhedor, escutando, se sensibilizando e, assim, auxiliando na pacificação das emoções. Com o tempo e a elaboração dos sentimentos, a pessoa adquire ferramentas para lutar contra a depressão e aumentar sua autoestima.

Para saber mais:

*Título da postagem inspirado no conto de mesmo nome de Virginia Woolf no livro “Contos completos de Virginia Woolf” (um dos títulos do acervo do Largo da Biblioterapia).